A administração pública é um grande campo de relacionamentos onde clientes, servidores e governantes interagem o tempo todo. Em momentos específicos, servidores estão no lugar de ajudantes enquanto os clientes se encontram no lugar de ajudados. Nesse contexto, conhecer as Ordens da Ajuda apontadas por Bert Hellinger pode ser um diferencial de atendimento.

A ajuda pressupõe a existência de uma necessidade, de um ajudante capaz e de um ajudado que peça ajuda. Num processo de ajuda, a responsabilidade maior está com o ajudante, pois é ele quem está (ou deveria estar) num lugar estável e dotado de recursos.

1. Há uma desordem quando quem ajuda quer dar o que não tem e o ajudado quer tomar o que não precisa. Trazendo para o serviço público, servidores precisam ter os recursos (internos e externos) necessários para a ajuda, sob risco de surgir um conflito. Por outro lado, o ajudado precisa tomar apenas aquilo que precisa, para que ajuda não lhe tire a dignidade.

2. A ajuda precisa estar a serviço da sobrevivência e do crescimento. Muitos ajudantes se colocam contra as circunstâncias e interferem além do que a situação permite. Há uma desordem quando se quer ajudar a qualquer custo, mesmo contra as circunstâncias. Isso enfraquece o processo de ajuda.

3. É necessário ser adulto e permanecer no próprio lugar para prestar ajuda. Permanecer no próprio lugar é agir sendo apenas o servidor que atende à demanda (educacional, médica, assistencial, psicológica, administrativa, jurídica, etc). Há uma desordem quando o ajudante permite que o ajudado faça exigências ou reivindicações infantis e fora do contexto da ajuda em questão. Quando o ajudante permite a infantilização do ajudado, ele bloqueia o fluxo da ajuda.

4. Uma pessoa só pode ser compreendida dentro do seu sistema. Para contribuir, o ajudante precisa olhar o ajudado dentro do seu contexto. Ao ignorar a família, as crenças, os valores e fatos da vida do ajudado, o ajudante abre mão (mesmo que de forma inconsciente) da possível solução.

5. Quem realmente ajuda, não julga. Quando o ajudante se coloca numa postura neutra e acolhedora diante do ajudado, o caminho para a solução pode se abrir.

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