A administração pública está passando por transformações significativas. Em todos os lugares ouvimos falar sobre crises econômicas, sociais e/ou políticas. Os contextos mudaram rapidamente e os agentes públicos estão buscando alinhar suas ações às novas realidades. Diversidade é uma palavra em alta porque representa fortemente a realidade heterogênea dos grupos. Nessa perspectiva, a administração pública “antiga” não é capaz de proporcionar soluções para os problemas atuais. É hora de rever os processos e modificá-los para que atendam às pessoas! Com a palavra processo utilizada aqui quero me referir a qualquer ação continuada, qualquer realização sequencial e prolongada de atividades administrativas.

Crises são oportunidades de reavaliação dos processos utilizados para encontrar alternativas que transformem o ambiente de forma adequada. Uma crise pode ser agravada quando a culpa pelo não funcionamento (do que quer que seja) é colocada nas pessoas. Se algo não está funcionando, o mais provável é que a forma de fazer não está adequada. Uma visão segmentada e parcial ignora essa questão e aponta na direção das pessoas, colocando-as como o problema. Com essa postura, abre-se mão das pessoas e fica-se com os processos. A forma de fazer é preservada e as pessoas são descartadas. Qual é a chance de uma solução amparada nessa postura funcionar? Respondo com facilidade. Nenhuma.

Não há possibilidade de melhoria da administração pública sem a participação e a colaboração das pessoas. Os problemas da administração pública são complexos e o trabalho conjunto é a alternativa mais viável para encontrar soluções possíveis. É necessário estreitar os laços entre agentes públicos e contribuintes. A administração pública precisa abrir suas portas para que o contribuinte saiba o que está acontecendo lá dentro. O diálogo precisa acontecer e a confiança precisa ser estabelecida. Para que haja confiança, é necessário que haja transparência. O público é de todos e isso significa que quem paga a conta tem o direito de saber o que está acontecendo.

É necessário que contribuintes e agentes públicos assumam posturas que incluam as pessoas de forma mais abrangente, respeitando a ordem estabelecida nos grupos e estabelecendo trocas equilibradas entre as partes envolvidas. Essas são posturas que promovem a melhoria nas ações da administração pública. Isto é APS!

 

 

 

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